Decisão da Vara do Júri acolheu denúncia do Ministério Público após laudos apontarem lesões incompatíveis com queda acidental; homem havia sido solto em audiência de custódia
A Vara do Júri e de Execuções Criminais de Santos decretou a prisão preventiva de João Pedro Santos Alves, acusado de provocar a morte da própria filha, uma bebê de apenas 4 meses. O investigado, que já é considerado foragido pela Polícia Civil, teve o mandado de prisão expedido após a juíza Thais Caroline Brecht Esteves Gouveia receber formalmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP).
O caso teve início no final de agosto de 2026, quando a criança deu entrada no pronto-socorro apresentando fratura no crânio e hemorragia subaracnóidea. A bebê permaneceu internada em coma induzido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Santos por dois dias, mas não resistiu à gravidade das lesões e faleceu no dia 25 de agosto.
Versões conflitantes e suspeita médica
Na ocasião do atendimento hospitalar, a equipe médica constatou que os ferimentos cranianos e hematomas pelo corpo da menina eram incompatíveis com a alegação apresentada pelo pai. Inicialmente, o homem sustentou que a filha havia sofrido uma queda do carrinho de bebê.
Posteriormente, durante depoimento, ele alterou o relato, alegando que a criança escorregou de seu colo e que, na tentativa de segurá-la, teria acabado empurrando a recém-nascida contra o chão. Ele justificou a omissão inicial afirmando ter tido receio da reação da companheira.
A mãe da vítima, Alicia Garcez, de 20 anos, não é investigada e vem sendo acompanhada pelas autoridades. Em conversas anexadas ao inquérito policial, constam trocas de mensagens anteriores ao fato em que ela questionava o pai sobre marcas roxas e machucados recorrentes no corpo da criança.
Decisão judicial e posicionamento da defesa
João Pedro chegou a ser autuado em flagrante na época da internação, mas obteve liberdade provisória durante a realização da audiência de custódia. Com o avanço das apurações conduzidas pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos e a apresentação dos laudos periciais, a Justiça reavaliou o caso e acolheu o pedido ministerial de prisão preventiva, apontando a presença de materialidade e indícios de autoria.
A defesa de João Pedro sustenta inocência, afirma que a expedição do mandado de prisão preventiva ocorreu de forma indevida e declara que comprovará durante a instrução processual a ausência de intenção de matar, sustentando a tese de acidente doméstico.
Polícia pede apoio da população para localizar o investigado
As diligências para localizar e cumprir o mandado de prisão de João Pedro Santos Alves continuam em andamento na Baixada Santista e em municípios vizinhos.
Quem tiver informações que possam auxiliar na localização do investigado pode repassar dados anonimamente pelos canais oficiais:
- Telefone 190 — Polícia Militar
- Telefone 181 — Disque Denúncia
- Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos
Reportagem: Redação — TV Guarujá
Informações: Polícia Civil, Ministério Público de São Paulo e Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP)













