Investigado havia sido detido na Praia da Enseada após denúncia de testemunha; caso de morte e tortura é investigado pela Polícia Civil
Um homem de 53 anos, identificado como Joselito Vitor dos Santos, que havia sido preso em flagrante no final de agosto acusado de abuso e importunação sexual contra um menino em uma praia de Guarujá, morreu após sofrer agressões físicas e queimaduras dentro do sistema penitenciário. O óbito foi confirmado após a vítima dar entrada em estado grave em uma unidade de saúde.
O caso do crime sexual ocorreu na Praia da Enseada, quando o suspeito — que seria conhecido da família — teria levado a criança para um ponto escondido sob a estrutura de um deck na faixa de areia enquanto os responsáveis participavam de uma atividade esportiva no local.
Flagrante na praia e atuação de testemunhas
A prisão em flagrante do investigado aconteceu após banhistas e frequentadores da praia desconfiarem do comportamento do homem e flagrarem atitudes suspeitas embaixo do deck. Testemunhas filmaram a situação, na qual o suspeito aparecia com a vestimenta abaixada ao lado da criança, e acionaram imediatamente as forças de segurança.
Após o alerta, equipes policiais e da Guarda Civil Municipal detiveram o homem no local e o encaminharam à Delegacia de Polícia de Guarujá, onde a prisão em flagrante foi formalizada pela autoridade policial.
Transferência, agressões e óbito
Após a audiência de custódia e a homologação da prisão preventiva, Joselito foi transferido da Baixada Santista para uma unidade prisional da capital paulista.
De acordo com o registro policial da ocorrência, o homem deu entrada em atendimento médico de emergência apresentando múltiplos sinais de espancamento e queimaduras severas pelo corpo, compatíveis com atos de tortura cometidos no interior do cárcere. Apesar das intervenções da equipe médica hospitalar, ele não resistiu à gravidade dos ferimentos.
Investigação sobre as circunstâncias da morte
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e a Polícia Civil instauraram procedimentos administrativos e inquérito criminal para apurar a autoria das agressões, identificar os detentos envolvidos nos atos de violência e esclarecer as circunstâncias da custódia do preso na unidade prisional.
Reportagem: Redação — TV Guarujá
Informações: Polícia Civil e Secretaria da Administração Penitenciária (SAP)












