Operação da DIG de Santos cumpriu mandados em Vicente de Carvalho e no Pae Cará; peças, relógios, dinheiro e materiais usados na avaliação de metais serão analisados durante a investigação
A Polícia Civil apreendeu 62 peças de joalheria durante uma operação realizada na quinta-feira (17), em Guarujá, para investigar possíveis canais de receptação e comercialização de joias e metais preciosos na Baixada Santista.
A ação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos, vinculada à Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) do Deinter 6, e teve como alvo um homem de 41 anos.
Mandados foram cumpridos em endereços localizados no Jardim Cunhambebe, em Vicente de Carvalho, e no bairro Pae Cará.
Além das joias, os investigadores recolheram relógios, dinheiro em reais e moedas estrangeiras, equipamentos utilizados para avaliação de metais, documentos e aparelhos eletrônicos.
Policiais apreenderam 62 peças de joalheria
A maior parte do material foi localizada durante as buscas realizadas em um estabelecimento comercial vinculado ao investigado.
Segundo a Polícia Civil, foram apreendidas 62 peças de joalheria, entre cordões, pulseiras, anéis, brincos e colares semelhantes a pérolas.
Juntas, as peças pesam 230,6 gramas.
Os investigadores também apreenderam quatro relógios e duas engrenagens.
Todo o material será submetido a análise durante o prosseguimento das investigações.
Balança e reagentes químicos estavam no estabelecimento
Além das joias e relógios, a Polícia Civil encontrou materiais relacionados à avaliação e manipulação de metais.
Entre os objetos recolhidos estão uma balança digital, medidores de anéis, calculadoras e reagentes químicos.
Também foram apreendidos cadernos de anotações, documentos comerciais, recibos, embalagens, panfletos, equipamentos eletrônicos e outros materiais considerados de interesse para a investigação.
A análise desses itens poderá ajudar os investigadores a identificar movimentações e possíveis transações realizadas no estabelecimento.
Dinheiro em reais, dólares e euros também foi recolhido
Durante as diligências, os policiais encontraram valores em diferentes moedas.
Foram apreendidos R$ 610 em espécie, US$ 9 e € 7.
Duas cártulas de cheque também foram recolhidas.
Os valores e documentos serão analisados pela Polícia Civil juntamente com os demais materiais encontrados durante o cumprimento do mandado.
Segundo mandado foi cumprido no Pae Cará
Após as buscas no estabelecimento comercial, as equipes seguiram para um imóvel residencial localizado no bairro Pae Cará.
O endereço também estava relacionado ao investigado.
Os policiais realizaram uma vistoria no imóvel, mas nenhum objeto considerado de interesse para a investigação foi encontrado no local.
A diligência foi concluída sem novas apreensões.
Polícia investiga possível canal de receptação
A operação faz parte de uma investigação voltada ao combate aos crimes patrimoniais e à identificação de possíveis canais utilizados para receptação e comercialização de joias e metais preciosos de origem ilícita na Baixada Santista.
Segundo a Polícia Civil, a estratégia busca atingir não somente os responsáveis por furtos e roubos, mas também os mecanismos utilizados para colocar novamente no mercado produtos retirados das vítimas.
A investigação tenta identificar eventuais elos dessa cadeia e dificultar o escoamento de bens de origem criminosa.
Origem das joias ainda será investigada
A apreensão das peças não significa, por si só, que todas sejam provenientes de crimes.
As 62 joias serão submetidas a exames periciais e terão suas características confrontadas com registros de ocorrências policiais.
O objetivo é verificar se alguma das peças corresponde a objetos registrados como furtados ou roubados e, em caso positivo, tentar identificar os proprietários.
Somente o avanço das análises poderá estabelecer a procedência dos materiais apreendidos.
Investigação continua na DIG de Santos
Todo o material recolhido durante a operação foi encaminhado à sede da 1ª DIG de Santos, onde foram realizados os procedimentos de polícia judiciária.
As análises dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais objetos apreendidos poderão subsidiar novas etapas da investigação.
A Polícia Civil informou que as apurações continuam para identificar a procedência das peças e verificar a existência de eventuais canais de receptação e comercialização clandestina de metais preciosos na região.
Até o momento, não foi divulgado resultado conclusivo das perícias sobre a origem das joias.
Reportagem: Angela Costa
Informações: Polícia Civil do Estado de São Paulo – 1ª DIG de Santos / DEIC / DEINTER 6













