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Operação com barco tático e drones termina com chefe do PCC morto e dois foragidos capturados em Guarujá

Gabriel Ribeiro, o “Sagat”, morreu em troca de tiros no manguezal às 23h30; embarcação “Kraken” do 2º Baep interceptou rota de fuga por canal em Santa Cruz dos Navegantes

Uma operação tática deflagrada pelo 2º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (2º Baep) terminou com a morte de Gabriel Ribeiro da Silva dos Santos, de 27 anos, conhecido pela alcunha de “Sagat” e apontado como chefe territorial do Primeiro Comando da Capital (PCC) em três bairros de Guarujá. A ação ocorreu na noite de terça-feira (29), por volta das 23h30, na Estrada Santa Cruz dos Navegantes, e resultou ainda na captura de dois homens, de 23 e 37 anos, ambos com mandados de prisão pendentes na Justiça.

O boletim de ocorrência detalha que as equipes de inteligência monitoravam uma reunião de lideranças da facção criminosa. Para fechar as rotas tradicionais de escape pela maré, os policiais montaram um cerco combinado: terra, ar e água.

Cerco náutico com a embarcação “Kraken” e apoio aéreo

Ao perceberem a aproximação das viaturas em terra, os criminosos tentaram dispersar pela área de manguezal e mata fechada. No entanto, foram surpreendidos na água pela lancha blindada Kraken, operada pela 4ª Companhia de Força Tática do Baep, que patrulhava o canal.

Drones equipados com sensores térmicos coordenaram a localização dos foragidos em meio à vegetação. Três indivíduos armados foram interceptados na lama. Segundo o registro policial, Sagat reagiu disparando contra a equipe do Baep, que revidou. O suspeito foi alvejado no confronto e o óbito foi atestado pela equipe do Samu acionada ao local.

Os outros dois homens que acompanhavam a liderança renderam-se e foram presos em flagrante por associação criminosa armada. Ao checarem os antecedentes na Central de Polícia Judiciária (CPJ), os agentes constataram que a dupla já possuía ordens de prisão preventiva expedidas pelo Poder Judiciário.

Ataque com fuzis contra base da PM Ambiental

Investigações da Polícia Civil e do setor de inteligência da PM apontavam Sagat como peça-chave na articulação do tráfico nos bairros Santa Rosa, Jardim Santo Antônio e Santa Cruz dos Navegantes. Ele era conhecido por publicar vídeos nas redes sociais empunhando fuzis e pistolas com seletores de rajada.

O investigado figurava como alvo prioritário após o violento ataque a tiros contra a sede da 1ª Companhia do 3º Batalhão de Polícia Militar Ambiental, situada na Avenida Manoel da Cruz Michael, no Santa Rosa, ocorrido em 14 de agosto. Na ocasião, homens armados fuzilaram a fachada e o alojamento da unidade militar.

As armas recolhidas no manguezal após o tiroteio foram apreendidas e encaminhadas ao Instituto de Criminalística (IC) para perícia de balística, com o objetivo de confrontar os projéteis com os disparos efetuados no ataque à base militar.

Reportagem: Angela B. Costa
Informações: 2º Baep, Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) e CPJ de Guarujá

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