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Polícia Civil investiga morte de engenheiro em Santos como latrocínio após agressão gravada em transmissão ao vivo

Aparelho celular e pertences de Marcelo de Oliveira Rocha foram levados durante abordagem violenta nas imediações de ato na Avenida Conselheiro Nébias; investigadores também apuram hipótese de motivação por homofobia.

A Polícia Civil de São Paulo passou a apurar formalmente sob a tipificação de latrocínio — roubo seguido de morte — o falecimento do engenheiro ambiental e pesquisador Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos. A vítima não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu após permanecer internada na Santa Casa de Santos em decorrência de agressões físicas sofridas nas imediações de um evento público na cidade litorânea.

Segundo informou a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), o celular e outros pertences pessoais do engenheiro foram subtraídos pelos criminosos durante a abordagem. O caso ocorreu na madrugada em que Marcelo acompanhava uma manifestação cultural com apresentação da “Banda Esquerdantina”, realizada na Avenida Conselheiro Nébias. Ao se afastar momentaneamente da concentração para utilizar um sanitário, ele foi interceptado por um grupo e violentamente espancado.

Agressão foi registrada e transmitida em rede social

A dinâmica do crime ganhou um novo elemento com a localização de um vídeo transmitido ao vivo por meio de uma plataforma digital. A gravação mostra o momento em que os suspeitos cercam o profissional e anunciam o roubo do aparelho telefônico.

As imagens registram a vítima tentando escapar do cerco, momento em que passa a ser agredida com socos e chutes até cair desfalecida no asfalto. Durante a transmissão, é possível identificar a voz de uma mulher que integrava o grupo afirmando expressamente que o engenheiro havia “apagado”. Após o espancamento e a subtração dos bens, os envolvidos fugiram do local.

Socorro hospitalar e linhas de investigação

Marcelo foi socorrido por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado à Santa Casa de Santos, onde deu entrada em estado crítico e precisou permanecer internado em coma induzido. Diante da extensão das lesões cranianas, a morte foi confirmada pela unidade de saúde e por familiares no início desta semana.

Além da linha principal de investigação por latrocínio, conduzida pelo 4º Distrito Policial de Santos, a polícia e a família da vítima analisam a possibilidade de as agressões terem sido motivadas por homofobia ou intolerância política, hipóteses levantadas por testemunhas e coletivos presentes na região durante aquela madrugada.

Repercussão e manifestação do grupo cultural

O músico Luiz Santana, integrante da Banda Esquerdantina, declarou que o grupo realiza apresentações no litoral há cerca de oito anos e que episódios violentos dessa natureza nunca haviam sido registrados nos atos anteriores. Em nota oficial conjunta, os organizadores manifestaram solidariedade à família de Marcelo e cobraram rigor absoluto na identificação e punição de todos os autores do ataque.

A apuração prossegue com a análise de câmeras de segurança públicas e privadas instaladas na rota de fuga dos agressores para individualizar a conduta de cada participante da ação criminosa.

✏️ Reportagem: Angela B. Costa

Informações: Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) / Polícia Civil do Estado de São Paulo

À esquerda, o jovem em registro formal; à direita, imagem recente compartilhada por familiares. Caso é investigado pelas autoridades. (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

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