Israel dos Santos, de 64 anos, foi localizado no Centro da cidade durante investigação sobre o caso Samyra; processo tramita sob segredo de Justiça
Um homem de 64 anos foi preso pela Polícia Civil durante as investigações relacionadas à morte de Samyra Roberta Almeida, de 10 anos, encontrada morta em agosto, em Peruíbe, no litoral de São Paulo.
Israel dos Santos foi localizado na manhã de quarta-feira (16), na Avenida São João, região central da cidade.
Ele era procurado pela Justiça e é investigado por suspeita de envolvimento em crimes relacionados à exploração sexual da criança.
O caso é conduzido pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Peruíbe e tramita sob segredo de Justiça.
Homem tinha mandado de prisão em aberto
A prisão ocorreu durante diligências realizadas pela Polícia Civil.
Após localizar Israel, os investigadores realizaram uma consulta aos sistemas policiais e confirmaram a existência de um mandado de prisão em aberto contra ele.
O homem foi detido e levado inicialmente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Peruíbe para a realização de exame de integridade física.
Posteriormente, ele foi encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher, responsável pelas investigações.
Suspeito é investigado por possível exploração sexual da criança
A prisão está relacionada às apurações sobre possíveis crimes sexuais envolvendo Samyra.
A Polícia Civil investiga suspeitas de exploração sexual da menina e busca identificar todas as pessoas que possam ter participado de crimes praticados contra a criança.
Como o processo tramita sob segredo de Justiça, os elementos específicos que fundamentaram o mandado contra Israel não foram divulgados publicamente.
A prisão também não permite concluir, neste momento, que o investigado tenha participação direta na morte da menina. Essa circunstância permanece sob investigação.
Samyra foi encontrada morta em agosto
Samyra Roberta Almeida tinha 10 anos e foi encontrada desfalecida na residência onde vivia, em Peruíbe, no dia 10 de agosto.
A criança apresentava marcas no pescoço provocadas por uma corda do tipo utilizada como guia para cachorro.
Ela foi levada para atendimento médico, mas não apresentava sinais vitais e não resistiu.
O caso inicialmente foi tratado como uma morte suspeita, e diferentes hipóteses passaram a ser consideradas pelos investigadores.
Exames levantaram suspeitas de violência sexual
Durante o atendimento da criança, foram identificadas lesões que levaram as autoridades a aprofundar a investigação sobre possível violência sexual.
A Polícia Civil passou então a apurar, além das circunstâncias da morte, possíveis crimes de estupro de vulnerável e exploração sexual.
Laudos, depoimentos, perícias e outros elementos reunidos ao longo da investigação vêm sendo utilizados para reconstruir a rotina da menina e identificar pessoas que mantinham contato com ela.
Mãe de Samyra também foi presa
A mãe da criança, Angélica de Lima Tenorio, de 33 anos, também foi presa temporariamente no decorrer das investigações.
A prisão ocorreu em agosto, depois que a Polícia Civil avançou nas diligências relacionadas à morte da menina.
Os investigadores apuram suspeitas de exploração sexual e buscam esclarecer se outras pessoas tinham acesso à criança e qual teria sido a participação de cada investigado nos fatos apurados.
A prisão cautelar não representa condenação, e as responsabilidades individuais ainda dependem da conclusão das investigações e da análise da Justiça.
Outro homem também está entre os investigados
Além da mãe de Samyra e de Israel dos Santos, outro homem, de 74 anos, já havia sido preso durante a investigação.
Ele é investigado por suspeita de estupro de vulnerável.
A Polícia Civil busca estabelecer a relação de cada investigado com a criança e esclarecer as circunstâncias em que os possíveis crimes teriam ocorrido.
Os diferentes fatos apurados fazem parte de uma investigação mais ampla conduzida pela DDM de Peruíbe.
Polícia tenta esclarecer o que aconteceu com Samyra
Mais de um mês após a morte da menina, a investigação continua buscando respostas sobre o que ocorreu dentro e nos arredores da residência.
A Polícia Civil trabalha com informações obtidas em depoimentos, resultados de perícias e outros elementos reunidos durante as diligências.
Uma das principais frentes da investigação é esclarecer os indícios de violência sexual identificados durante a apuração e verificar se Samyra era submetida a uma situação de exploração.
Também permanece sob investigação a dinâmica que resultou na morte da criança.
Por tramitar sob segredo de Justiça, parte das informações, dos laudos e dos depoimentos não pode ser divulgada neste momento.
Reportagem: Angela B. Costa
Informações: Polícia Civil do Estado de São Paulo e Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP)












