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Apontado como liderança do PCC, “Betinho da Baixada” é preso na Bolívia após anos foragido

Investigado foi capturado em Santa Cruz de la Sierra pela polícia boliviana após cooperação com PF e Polícia Civil; ele havia sido resgatado de delegacia em Guarujá em 2022

Roberto Prieto Filho, conhecido como “Betinho da Baixada” e apontado pelas forças de segurança como um dos articuladores do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Estado de São Paulo, foi preso na terça-feira (22) no município de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. O suspeito figurava na lista de procurados da Justiça brasileira desde janeiro de 2022, quando foi resgatado de uma unidade policial no distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá.

A prisão foi executada pela Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (FELCN), unidade de elite da Polícia Nacional Boliviana, a partir do compartilhamento contínuo de dados de inteligência com a Polícia Federal (PF) e com a Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Histórico de prisões e investigações na Baixada Santista

A trajetória penal de Betinho inclui uma prisão realizada por agentes da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Itanhaém, em janeiro de 2022, durante operação contra esquemas de tráfico de entorpecentes e ocultação de bens na região. Na ocasião, ele e outro investigado, Pablo Ribeiro Lopes Santos, foram detidos com drogas, veículos de alto padrão e armamentos.

Ambos foram transferidos para a carceragem do 2º Distrito Policial de Guarujá, em Vicente de Carvalho, onde aguardavam audiência de custódia. Poucas horas depois do encarceramento, criminosos fortemente armados e encapuzados invadiram a delegacia, renderam os policiais de plantão e efetuaram o resgate dos dois custodiados, fugindo em lanchas e veículos em uma ação coordenada.

Bloqueio de bens e rota internacional do tráfico

Logo após a fuga em Guarujá, a Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva e determinou o bloqueio de dezenas de milhões de reais em patrimônio e contas ligadas à organização, incluindo imóveis de luxo no litoral paulista e empresas de fachada.

Segundo os relatórios do setor de inteligência policial, Betinho teria se estabelecido no território boliviano para coordenar e negociar diretamente o fornecimento e o transporte de pasta-base e cloridrato de cocaína com destino aos portos brasileiros, incluindo o Porto de Santos, rota estratégica para o envio de cargas à Europa e à África.

As autoridades brasileiras e o Ministério da Justiça já iniciaram os trâmites diplomáticos e consulares junto ao governo da Bolívia para viabilizar a extradição ou expulsão de Roberto Prieto Filho, que deverá ser transferido para o sistema penitenciário de segurança máxima no Brasil.

Reportagem: Redação — TV Guarujá
Informações: Polícia Federal, Polícia Civil de São Paulo e Polícia Nacional Boliviana (FELCN)

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