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Operação Bomba Lacrada fecha 20 postos irregulares na Baixada Santista

Estabelecimentos continuavam funcionando mesmo após perderem autorização da ANP; inscrições estaduais foram cassadas e bombas lacradas para impedir a comercialização de combustíveis

Vinte postos de combustíveis da Baixada Santista foram atingidos pela Operação Bomba Lacrada, deflagrada na quinta-feira (17) pela Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP), com apoio da Polícia Civil.

Os estabelecimentos tiveram as inscrições estaduais cassadas e bombas foram lacradas para impedir a continuidade da comercialização irregular de combustíveis.

Segundo a Sefaz-SP, todos os postos incluídos na operação já haviam perdido a autorização de funcionamento concedida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), mas continuavam em atividade.

Na Baixada Santista, 20 estabelecimentos foram fiscalizados. Eles fazem parte de um grupo de 135 postos atingidos pela operação na Baixada Santista e na Região Metropolitana de São Paulo.

Sefaz não divulgou nomes e endereços dos postos

A Secretaria da Fazenda não divulgou a relação completa dos estabelecimentos atingidos na Baixada Santista.

Também não foram informados oficialmente os nomes, endereços ou a distribuição dos 20 postos entre as cidades da região.

Há confirmação de que pelo menos um estabelecimento localizado na Vila Caiçara, em Praia Grande, foi alvo da operação.

A ausência de uma relação oficial impede, neste momento, identificar todos os postos que tiveram as atividades interrompidas no litoral.

Postos funcionavam sem autorização da ANP

Segundo a Sefaz-SP, os estabelecimentos atingidos pela operação haviam perdido anteriormente a autorização necessária para funcionar concedida pela ANP.

Mesmo sem a autorização regulatória, os postos continuavam operando.

Diante da situação, a Secretaria da Fazenda cassou as inscrições estaduais dos estabelecimentos.

As equipes também realizaram a lacração de bombas para impedir a continuidade da venda irregular de combustíveis.

Cassação impede compra de combustível e emissão de documentos fiscais

A perda da inscrição estadual produz consequências imediatas para o funcionamento dos estabelecimentos.

Sem o registro, os postos ficam impedidos de emitir documentos fiscais.

Também não podem adquirir regularmente novos combustíveis junto às distribuidoras.

Na prática, a medida inviabiliza a continuidade regular das operações enquanto as pendências não forem solucionadas.

Postos terão que se regularizar para voltar a funcionar

Os estabelecimentos atingidos pela operação não poderão simplesmente retirar os lacres e retomar as atividades.

Segundo a Secretaria da Fazenda, os postos que tiveram a inscrição estadual cassada precisarão regularizar a situação perante a ANP e a própria Sefaz-SP.

Nos locais onde houve lacração das bombas, a retirada da medida também dependerá da regularização junto aos órgãos responsáveis.

Somente após o cumprimento das exigências os estabelecimentos poderão buscar a retomada das atividades.

Operação mobilizou 72 auditores fiscais

A Operação Bomba Lacrada mobilizou 72 auditores fiscais da Receita Estadual.

Participaram servidores das Delegacias Tributárias da Capital I, II e III, ABC, Osasco, Guarulhos e Santos, sob coordenação da Supervisão de Combustíveis da Diretoria de Fiscalização da Sefaz-SP.

A Polícia Civil também participou da operação.

Na Capital e na Grande São Paulo, foram mobilizadas 30 equipes do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), totalizando 60 policiais.

Polícia Civil participou da fiscalização na Baixada Santista

No litoral paulista, 12 policiais civis de Santos participaram das diligências.

A ação também contou com equipes do Departamento de Polícia Judiciária do Interior de Santos (Deinter Santos) e do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro).

O trabalho conjunto teve como objetivo garantir o cumprimento das medidas administrativas e impedir a continuidade das atividades dos estabelecimentos sem autorização.

Bomba Lacrada é desdobramento de operações anteriores

A Operação Bomba Lacrada surgiu a partir dos resultados obtidos em ações anteriores de fiscalização e investigação no setor de combustíveis.

Segundo a Sefaz-SP, a nova etapa é consequência das operações Carbono Oculto e Bomba Oculta.

As apurações anteriores identificaram irregularidades no setor e resultaram na revogação das autorizações de funcionamento de estabelecimentos posteriormente alcançados pela nova fiscalização.

Mesmo após perderem a autorização da ANP, os postos atingidos nesta etapa continuavam operando, conforme a Secretaria da Fazenda.

Fiscalização do setor continuará em todo o Estado

A Secretaria da Fazenda afirma que o monitoramento do mercado de combustíveis ocorre permanentemente em todo o Estado de São Paulo.

O objetivo é identificar estabelecimentos que funcionem em desacordo com as regras fiscais e regulatórias e impedir a continuidade de operações irregulares.

A fiscalização também busca proteger a cadeia regular de distribuição e comercialização de combustíveis.

Na Baixada Santista, a Sefaz-SP ainda não informou se novas etapas da Operação Bomba Lacrada poderão atingir outros estabelecimentos da região.

Reportagem: Angela Costa – TV Guarujá

Informações: Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e Polícia Civil de São Paulo

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