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Simone Tebet, Marina Silva, Soraya Thronicke e nomes ligados ao governo são derrotados nas disputas ao Senado

Ex-ministras e lideranças da base de Lula ficam sem mandato; em São Paulo, Tebet e Marina perdem para aliados de Tarcísio de Freitas

As Eleições 2026, realizadas neste domingo (4), registraram derrotas expressivas de lideranças ligadas à base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas disputas por vagas ao Senado Federal. Simone Tebet (PSB-SP), Marina Silva (Rede-SP), Soraya Thronicke (PSB-MS), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Renan Calheiros (MDB-AL) e Randolfe Rodrigues (PT-AP) concorreram em seis estados diferentes e não conseguiram garantir assento na Casa Alta para a legislatura 2027–2035. Os resultados são oficiais, conforme dados consolidados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

São Paulo: Simone Tebet e Marina Silva ficam fora

A disputa em São Paulo foi uma das mais acompanhadas do país. A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB) terminou em terceiro lugar, com 19,23% dos votos válidos — cerca de 8,3 milhões de sufrágios. Logo atrás, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) ficou em quarto, com 18,12%. As duas vagas foram conquistadas por Guilherme Derrite (PP), com 30,59%, e André do Prado (PL), com 29,28%, ambos aliados do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Tebet transferiu seu domicílio eleitoral para São Paulo para concorrer e foi considerada uma das principais apostas da base governista no estado. Marina Silva, por sua vez, disputou a vaga após integrar o primeiro escalão do governo federal. Ambas fizeram campanha juntas e foram derrotadas por margem superior a 4 milhões de votos em relação à segunda vaga.

Mato Grosso do Sul: Soraya Thronicke perde reeleição

No Mato Grosso do Sul, a senadora Soraya Thronicke (PSB) tentou renovar o mandato e terminou em quarto lugar, com 13,07% dos votos válidos. Eleita em 2018 pelo PSL na esteira do bolsonarismo, rompeu com o ex-presidente e se aproximou de Lula, disputando a reeleição já no PSB. As duas vagas ficaram com Reinaldo Azambuja (PL), com 34,64%, e Capitão Contar (PL), com 32,82%.

Paraná, Alagoas e Amapá: outras derrotas de peso

  • Paraná — Gleisi Hoffmann (PT), ex-presidente nacional do PT e ex-ministra das Relações Institucionais, tentou retornar ao Senado e ficou em quarto com 13,35% dos votos. Venceram Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo).
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  • Alagoas — Renan Calheiros (MDB), com 32 anos consecutivos no Senado, perdeu a cadeira. Ficou em terceiro, atrás de Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB).
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  • Amapá — Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo no Congresso, também não foi reeleito, terminando em terceiro lugar.

Contexto e impacto político

O conjunto de resultados representa uma renovação de grande impacto no Senado, com a saída de nomes que exerceram influência central na política brasileira nas últimas décadas. A posse dos novos senadores está marcada para 1º de fevereiro de 2027, com mandatos de oito anos.

Os dados finais foram homologados pelos respectivos Tribunais Regionais Eleitorais e consolidados pelo TSE, órgão responsável pela proclamação oficial dos resultados das Eleições 2026.

✍️ Reportagem: Angela B. Costa
Fontes: Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de São Paulo, Paraná, Alagoas, Amapá e Mato Grosso do Sul

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