Ministério Público aponta suspeita de envolvimento do PCC e de atuação de um “tribunal do crime”; vítima teria sido mantida em cativeiro na Vila Esperança
Um novo suspeito foi preso no âmbito de uma operação que investiga o sequestro, a tortura e a extorsão de um advogado em Cubatão, na Baixada Santista.
O novo desdobramento da investigação foi comunicado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) na sexta-feira (4).
Segundo o órgão, o homem preso seria integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e estaria relacionado ao episódio em que um advogado foi mantido em cativeiro na Vila Esperança.
As investigações apuram a suspeita de atuação de um chamado “tribunal do crime”.
Advogado teria sido sequestrado e torturado
De acordo com as informações divulgadas sobre a investigação, a vítima teria sido sequestrada e levada para um cativeiro em Cubatão.
No local, o advogado teria sido submetido a agressões, ameaças e tortura enquanto permanecia sob o poder dos criminosos.
O caso também envolve investigação por extorsão.
A suspeita é de que integrantes da organização criminosa tenham participado das ações contra a vítima.
Por se tratar de investigação em andamento, a participação individual de cada suspeito ainda depende da conclusão das apurações e de eventual julgamento pela Justiça.
Investigação apura possível “tribunal do crime”
Um dos principais pontos investigados pelo Ministério Público é a possível atuação de um “tribunal do crime”.
A expressão é utilizada para descrever julgamentos clandestinos realizados por integrantes de organizações criminosas, sem qualquer autoridade legal, nos quais vítimas podem ser submetidas a ameaças, agressões e outras formas de violência.
No caso investigado em Cubatão, as autoridades trabalham para esclarecer as circunstâncias que levaram ao sequestro do advogado, a motivação da ação e a participação dos envolvidos.
Primeira fase ocorreu em agosto
A nova prisão representa mais um desdobramento da operação iniciada anteriormente pelas autoridades.
A primeira fase foi realizada no dia 12 de agosto, quando foram cumpridas medidas relacionadas à investigação do sequestro e das agressões sofridas pelo advogado.
A partir dos elementos reunidos naquela etapa, as investigações continuaram e resultaram na nova prisão anunciada pelo Ministério Público.
O órgão não divulgou o horário nem o local exato em que o suspeito foi preso.
Também não foram tornados públicos detalhes que possam comprometer as diligências ainda em andamento.
Caso permanece sob sigilo
As investigações continuam sob sigilo.
Por esse motivo, informações sobre a identidade do novo preso, outros possíveis investigados e detalhes das provas reunidas pelas autoridades não foram divulgadas.
A apuração deverá buscar identificar todos os envolvidos no sequestro, no cativeiro, nas agressões e na suposta extorsão, além de esclarecer a eventual participação de integrantes de organização criminosa no episódio.
A prisão do investigado possui caráter cautelar dentro do procedimento e não representa condenação.
Novos detalhes poderão ser divulgados conforme o avanço das investigações e eventual autorização judicial para tornar públicas outras informações do caso.
Reportagem: Angela Costa – TV Guarujá
Informações: Ministério Público do Estado de São Paulo











